Gerenciamento de riscos: o poder é de vocês
Minha amiga chega ao trabalho e após alguns minutos se dá conta de um fato aterrador: não consegue lembrar se tirou ou não a sanduicheira da tomada.
Você conhece a sensação, talvez o mais desagradável seja o fato de simplesmente não conseguirmos lembrar. A memória é assim: prega peças para dar sabor à vida, transforma em probabilidades o que poderia ser certeza.
Bem, os riscos fazem parte da nossa vida. Para que um risco exista basta determinarmos qualquer resultado esperado em qualquer ramo da atividade humana.
Acordo pela manhã, abro os olhos e penso: “vou trabalhar”. Pronto! Com essa frase nasceu o risco de eu não trabalhar hoje ou talvez nunca mais.
Riscos existem, podemos lidar com eles, ignorá-los (não saber da sua existência) ou simplesmente aceitá-los e as suas consequências. Ignoramos riscos que não conhecemos e aceitamos riscos que achamos pouco prováveis, como faço com o risco da minha casa ser atingida por um asteróide.
Como vamos lidar com um risco depende de uma equação simples na qual pesamos o quão ruim as coisas serão se esse risco se concretizar, qual a probabilidade desse risco acontecer de fato e por fim, qual o custo que vamos ter em lidar com ele.
Custo da ação < (Bomba / Probabilidade)
Em PT-br: o custo da ação não deve superar o custo da bomba explodir em relação à probabilidade dela explodir.
Os seres humanos que habitam o planeta hoje são descendentes dos seres humanos que souberam aplicar essa equação da melhor forma dado cada momento.
Vou usar a história da minha amiga para descrever o que podemos fazer em relação a um risco, no caso dela o risco da sanduicheira esquentar demais e causar um incêndio.