Posterous theme by Cory Watilo

Para quem acha que qualidade é uma barreira

Desde os primeiros contatos com sistemas da qualidade nos tempos do SENAI lá por volta de 1993, adolescente ainda, minha percepção do que representava "qualidade" nas empresas não é das melhores.

Quando penso em qualidade, é normal me virem à cabeça grandes conjuntos de normas, burocracias, controles e medições exageradas, o tipo de coisa que eu "adoro" e que fazem muito mal para qualquer esforço para fazer algo legal.

Eu sei que o que eu mais vi nas empresas não foi qualidade, mas sim, a forma com a qual as pessoas entenderam e implantaram a qualidade.

Hoje o Luiz Claudio Parzianello (@lcparzianello) me chamou a atenção para algo muito interessante: os conceitos fundamentais da excelência em gestão da FNQ*, nada menos do que a "Fundação Nacional da Qualidade":

 

1.    Pensamento Sistêmico
Entendimento das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização, bem como entre a organização e o ambiente externo.
 

2.    Aprendizado Organizacional
Busca e alcance de um novo patamar de conhecimento para a organização por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências.
 

3.    Cultura de Inovação
Promoção de um ambiente favorável à criatividade, experimentação e implementação de novas ideias que possam gerar um diferencial competitivo para a organização.
 

4.    Liderança e Constância de Propósitos
Atuação de forma aberta, democrática, inspiradora e motivadora das pessoas, visando o desenvolvimento da cultura da excelência, a promoção de relações de qualidade e a proteção dos interesses das partes interessadas.
 

5.    Orientação por Processos e Informações 
Compreensão e segmentação do conjunto das atividades e processos da organização que agreguem valor para as partes interessadas, sendo que a tomada de decisões e execução de ações deve ter como base a medição e análise do desempenho, levando-se em consideração as informações disponíveis, além de incluir os riscos identificados.
 

6.    Visão de Futuro
Compreensão dos fatores que afetam a organização, seu ecossistema e o ambiente externo no curto e no longo prazo.
 

7.    Geração de Valor
Alcance de resultados consistentes pelo aumento de valor tangível e intangível de forma sustentada para todas as partes interessadas.
 

8.    Valorização das Pessoas
C
riação de condições para que as pessoas se realizem profissional e humanamente, maximizando seu desempenho por meio do comprometimento, do desenvolvimento de competências e de espaços para empreender.
 

9.    Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado
Conhecimento e entendimento do cliente e do mercado, visando a criação de valor de forma sustentada para o cliente e, consequentemente, gerando maior competitividade nos mercados.
 

10.  Desenvolvimento de Parcerias
Desenvolvimento de atividades em conjunto com outras organizações, a partir da plena utilização das competências essenciais de cada uma, objetivando benefícios para ambas as partes.
 

11.  Responsabilidade Social
Atuação que se define pela relação ética e transparente da organização com todos os públicos com os quais ela se relaciona. Refere-se também à inserção da empresa no desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para gerações futuras; respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais como parte integrante da estratégia da organização.

 

Agora me responda: você discorda de algum desses fundamentos? Algum desses fundamentos vai contra ou atrapalha o pensamento enxuto (lean) ou a análise de negócios ágil?

Da próxima vez que alguém insistir na manutenção de um processo que não faz sentido, de um ambiente que não evolui ou em outras aberrações em nome de restrições impostas pela política da qualidade, tome um tempo para revisar o que é qualidade.

Será proveitoso.

 

* Fonte: http://www.fnq.org.br/site/377/default.aspx