Cuidado com o sênior

A região metropolitana de São Paulo não chega a ser digamos, montanhosa, contudo existem algumas subidas que desafiam quem deseja utilizar a bicicleta como meio de transporte, principalmente para quem gostaria de chegar no ponto B sem suar além da conta.

Um desses desafios é chegar à Avenida Paulista. Em termos relativos ela está lá no alto e não importa por onde você chega: você precisa subir.

Eu sou considerado um ciclista experiente, talvez não pelo tempo que pedalo nas ruas de São Paulo (dois anos), mas pela distância diária e a freqüência, são 30 km todos os dias úteis para ir trabalhar. Minha bicicleta atual está beirando os cinco mil rodados o que me transformaria em termos relativos em um ciclista urbano pleno ou sênior.

Recentemente montamos um grupo de ciclistas geeks, uma galera muito alto astral, do bem que trabalha com informática (sim, isso é possível) e que está começando a pedalar pela cidade de São Paulo.

No nosso primeiro passeio montei uma rota que incluía o caminho que eu considerava “o menos pior” (uma vez que bom não existe) para subir à Paulista.

 Passeamos pela Paulista, vimos as luzes de natal, descemos para o Ibirapuera ver a árvore e voltamos para a nossa avenida querida, foi muito divertido. Fizemos outros passeios depois desse, um na sexta-feira 13 e outro no aniversário de São Paulo.

Na semana passada o pessoal estava louco para fazer um passeio, mas eu não podia por causa de uma dor no joelho. Meus amigos insistiram, falaram que eu era o cara, mas eu sugeri que eles fossem sem mim.

Eles foram, se divertiram, superaram as dificuldades e descobriram um caminho ainda melhor para subir para a Paulista coisa de duas ruas distante do caminho que eu considerava melhor, mas que eu havia ignorado, talvez por simples acomodação.

Como eu prefiro validar as hipóteses ao invés de simplesmente discuti-las,hoje, segunda-feira, mudei o meu caminho, encontrei a rua e subi. Não é que é super leve, mão única e não tem ônibus?

A moral da história é que devemos ter muito cuidado com a palavra “Sênior”. Essa palavra não pode ser tomada como “aquele que sabe mais e que guia os outros”.  Acredito que sênior no nosso ramo tem mais a ver com aquele que aprende mais e aplica o que aprende. O passado só tem importância se ele ajuda no presente.

A inovação está nas mãos daqueles que vão e fazem.

4 ideias sobre “Cuidado com o sênior

  1. Uma bela analogia Claudio. E diria ainda mais. Em primeiro lugar, a partir dessa semana ja estou apto a participar dos passeios Geeks. Sim. Me dei uma Ricci de presente. Mas voltando ao post. Acredito muito que, de uns tempos pra cá, não muito, na verdade, não mais é possível medir uma Senoridade pelo "tempo de experiência" seja na atividade ou na idade que o profissional de qualquer área venha a ter. Pensando no mundo Ágil ou qulquer outro, o que mais é significativo é o modo como vemos os desafios. Se enxergarmos o "problema" de modo simplista, tentando desmistificar a "teoria", certamente vamos achar a solução tão rápido quanto num piscar de olhos. Tanto na vida pessoal quanto no corporativismo, o modo como superamos desafios é que nos fazem superar as metas. Voce tem toda razão. Senoridade está muito mais relacionada ao modo como podemos resolver o "problema" do que quanto tempo ou idade temos vivido para resolvê-lo. Já tive oportunidade de observar equipes de trabalho onde estagiários é que resolviam os problemas enquanto os "Seniores" ficavam realizando inumeros planejamentos e reuniões sem nada progredir. Parabéns pelo post. Grande Abraço

  2. Tenho certeza que a subida que vocês descobriram não é a da Ministro Rocha Azevedo. hahaha…Aquela subida ali é sofrida até em primeira marcha de um carro 1.6.

  3. Olá Claudio. Achei seu blog sem querer, procurando dicas para andar de bicicleta em sao paulo. Fiquei curioso: qual o caminho que você descobriu? obrigado e abraços!

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