Sobre claudiobr

Meu nome é Claudio Brancher Kerber, me chamam de @oclaudiobr. Eu trabalho com tecnologia desde 1997 e tenho múltiplas experiências dentro de diferentes contextos, indo da indústria aos serviços e do software ao hardware. Em 1998 criei com uns amigos o primeiro site de imóveis do Brasil, o Aluguel On-line, um sucesso junto aos usuários, um fracasso financeiro e quebrei. De lá pra cá troquei a engenharia civil pela Administração com Habilitação em Marketing e venho usando esta e outras experiências para ajudar as organizações a preencher o vácuo entre o seu modelo de negócio e a informática que o apóia. Eu trabalho atualmente como entusiasta da análise de negócios ágil na Lambda3 e meu foco são as start ups, pequenas empresas que dependem da tecnologia, os seus produtos mínimos viáveis e o restante dos seus road maps.

Assista o vídeo da minha palestra no TDC 2013: Um estranho no ninho: um analista de negócios infiltrado em uma empresa ágil

Um estranho no ninho: um analista de negócios infiltrado em uma empresa ágil
11/07/2013 (59:39)

Em julho eu completo nove meses como analista de negócios na Lambda3 e antes de começar lá eu achava que eu era um cara ágil, mas descobri que eu era apenas “o mais ágil dos tradicionalistas”. Ao longo desses meses minha visão romântica da análise de negócios ágil foi afetada pela administração diária de paradoxos como: ser proxy sem ser proxy, gerenciar sem ser gerente, criar segurança com base no caos, entregar produtos enquanto as pessoas compram projetos e, por fim, talvez o mais complexo de todos: defender o ponto de vista do cliente, mesmo que isso signifique pegar nos pés dos meus próprios amados colegas, o que gerou o título informal de ombudsman.

Nessa conversa vou dividir essa “deliciosa angústia” com você. Se você quiser atuar como analista de negócios ágil (jogar a vida no “hardcore”) vai ter uma boa noção do que te espera. Se você for desenvolvedor, você vai se divertir muito sabendo do que escapa todos os dias.

 

 

A história de uma reunião

Na semana passada uma pequena celeuma se estabeleceu onde trabalho, na Lambda3, quando o Scrum Master, que aguardava a chegada dos membros do time passou a colar adesivos vermelhos ao lado das fotos do quadro dos membros do time que, segundo ele, estavam atrasados para a reunião de grooming.

Acho que foi a vigésima vez que acompanhei um time discutindo pontualidade em reunião (na maior parte é sobre a reunião diária). Como eu me sento perto do quadro (que tem o burndown) e gosto de uma bagunça, fiquei acompanhando a argumentação que se intensificava conforme cada novo membro do time, segundo o Scrum Master, também atrasado, ia chegando.

Parece que o horário marcado para a reunião era 10 horas da manhã, contudo, o Scrum Master marcou pessoas que chegaram às 9:58, 10:00, 10:02, e assim por diante.

A discussão rolava solta, chegaram a mencionar um novo conceito, o de “meio atraso”. Pelo que ouvi, o meio atraso ocorria quando a pessoa liga avisando que vai se atrasar até 15 minutos antes da reunião (por exemplo, quando está no metrô, acontece algum problema e você nota que não vai chegar a tempo), depois o pessoal começou a discutir conceitos como “tolerância”, se ela existe ou não, para que serve.

Quase todas as afirmações tinham um quê de “para mim isso quer dizer tal coisa”, era uma tempestade de intervenções, ideias e críticas à atitude do Scrum Master (que tem um jeito todo especial de levar o time a discutir algum assunto que ele acha relevante). Tenho convicção de que quando o pessoal do time ler isso vai lembrar dos argumentos com mais detalhes, só que isso está longe de ser uma questão sobre certo ou errado.

Fui acompanhando até que alguém olhou para mim e perguntou: e você sr. analista de negócios, o que acha disso? Continuar lendo

Afinal, onde estão as regras de negócio??

Volta e meia eu recebo e-mails de pessoas interessadas em análise de negócios. Eu gosto de responder às dúvidas, principalmente quando a pessoa já pesquisou o material disponível e está com uma dúvida bem tangível. Foi esse o caso.

Aqui vai a dúvida:

Olá Claudio!!!

Já li muitos posts em seu blog e sempre achei muito interessante, logo gostaria de desejar parabéns.

Gostaria de tirar uma dúvida com você quanto a regras de negócio, tenho uma extrema dificuldade em identifica-las embora o meu forte nunca tenha sido focar em negócios, porém eu estudo livros,estudo artigos e parece que não consigo aplicar em casos diferentes.

Resumindo, já li inclusive um post seu em relação aos 7 equivocos de caso de uso e ainda assim não consigo extrair o que são regras de negócio

O que você recomendaria?

 

blabla

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Encontrando o ponto intermediário

Uau. Estou postando muito pouco por aqui.

Poderia dizer que quando isso acontece é das duas uma: ou estou trabalhando muito pouco, ou estou trabalhando muito.

Bem, a frase anterior é uma falsa dicotomia, pois há uma terceira razão: trabalhar com análise de negócios ágil traz muitas questões subjetivas e quanto mais subjetivas as questões, menos assertivo você pode ser e quanto menos assertivo você é no que escreve, menos utilidade prática o que você escreve tem para as pessoas, menor seu público interessado.

caminho-do-meio-ryotiras

Encontrar um ponto intermediário entre o extremamente filosófico (e talvez inútil) e o extremamente prático (e provavelmente bobão e repetitivo no estilo “como escrever estórias do usuário”) não é nada fácil. Estou com algo na manga, mas só sai semana que vem.

Agora, pensando como analista de negócios, eu deveria me perguntar: qual é o objetivo desse blog?

O próximo post será sobre algo tangível e independente da agilidade.